quarta-feira, 19 de abril de 2017

Família: 13 Reasons Why | Série Netflix


A série ‘13 Reasons Why, que tem produção executiva de Selena Gomez e episódios dirigidos pelo vencedor do Oscar® Tom McCarthy (Spotlight – Segredos Revelados), se transformou em um fenômeno mundial.
Porém, nem tudo são flores e o tema é bastante polêmico.
O psiquiatra Luís Fernando Tófoli divulgou um texto com 13 Alertas sobre ’13 Reasons Why’ para pais, educadores e profissionais de saúde.
Confira:
http://bh.contextweb.com/bh/rtset?pid=560602&ev=1&rurl=http%3a%2f%2fdis.criteo.com%2frex%2fmatch.aspx%3fc%3d30%26uid%3d%25%25VGUID%25%25
  1. A alardeada série da Netflix, “13 Reasons Why”, baseada em um livro homônimo de Jay Asher (publicado no Brasil como “Os 13 Porquês”), aborda uma série de questões sérias: bullying no ensino médio, machismo, LGBTfobia, abuso sexual e, de uma forma geral, a difícil missão de adolescer. A série, porém, é focada em uma questão central, pivô de toda a história: o suicídio de uma jovem de 17 anos, Hanna Baker, que faz 13 gravações em fitas cassetes, apontando o dedo as pessoas que a desapontaram em seu calvário na High School de uma pequena cidade americana.

  1.  Eu me vi na obrigação de assistir a todo o seriado para poder trazer algumas informações para pais e profissionais de saúde e educação. Não vou me estender na qualidade artística, até porque não é minha função aqui, eu penso. No entanto, afianço que apesar da tensão que prende a assistência até a resolução do mistério, os episódios são longos e cansativos demais. A sensação final é de ser chantageado a aguentar a narrativa arrastada só para poder saber por qual razão o protagonista e bom-moço Clay Jensen foi incluído nas fitas de Hannah.

  1.  A razão principal pela qual eu escrevo estes parágrafos é para focar na questão crucial de uma peça de ficção construída sobre um suicídio adolescente. O suicídio está entre as principais causas de morte na adolescência, competindo com acidentes causados por veículos e, no caso de países como o Brasil, violência armada. Como um agente de formação no campo da Psiquiatria e da Saúde Mental, me vejo na obrigação de fazer alguns comentários – e, porque não, alguns alertas – sobre esta série.

  1. Há sinais preocupantes de que as taxas de suicídios de jovens estão crescendo no mundo e no Brasil. O país, aliás, está na contramão das estatísticas no mundo: também os índices gerais estão subindo – e já o estavam antes da crise econômica – ao invés de cair. Há várias hipóteses sobre o que pode estar levando isso a acontecer, mas acho que o mais importante é frisar que nunca tivemos uma campanha nacional responsável de prevenção do suicídio – apesar do reconhecidamente importante papel do voluntariado do CVV-Centro de Valorização da Vida – e de haver documentação sobre formas de se fazer essa política pública de maneira eficiente.

  1.  Meu ponto principal neste texto não é estragar a série ou dar spoiler, e sim de que pais, educadores e adolescentes estejam cientes de que o programa tem o potencial de causar danos a pessoas que estão emocionalmente fragilizadas e que poderão, sim, ser influenciadas negativamente. Não é absurdo inclusive considerar que, para algumas pessoas, a série possa induzir ao suicídio. Portanto, pessoas em situações de risco deveriam ser desencorajadas a assistir a série. Não estou sozinho nisso, já há pelo menos um crítico no Brasil, o Pablo Villaça, que explicitamente está recomendando que não se assista ao seriado.

  1. O principal erro da série é, de longe, mostrar o suicídio de Hannah. A cena, que acontece no episódio final, é absolutamente desnecessária na narrativa e claramente contrária ao que apregoam os manuais que discutem prevenção de suicídio e mídia. Chega a ser absurdo que os autores da série ignorem completamente o que indicam explicitamente as recomendações da Sociedade Americana para Prevenção do Suicídio, que foram publicadas após a morte do ator Robin Williams (https://goo.gl/vAQkg6) e cheguem à cara de pau de tocar (não neste episódio) a música “Hey, Hey”, de Neil Young, que foi citada na carta suicida do músico Kurt Cobain (https://goo.gl/droI3I).
  2. É verdade que as recomendações são em geral destinadas à imprensa, mas chega a ser absurdo que os realizadores de uma produção sobre o tema não tenham se informado sobre os impactos do que é conhecido como ‘efeito Werther’ – cujo nome vem de uma obra de arte e não de uma ação de imprensa. O efeito é baseado no suposto impacto de Os Sofrimentos do Jovem Werther, livro do século XVIII que alçou Goethe à fama (https://goo.gl/2h4N8U).

  1.  Embora o aumento de suicídios na Alemanha atribuídos ao livro jamais possa ser objetivamente medido, há já um consenso entre suicidologistas de que o fenômeno sofre contágio pela mídia e de que há maneiras pelas quais ele não deva ser retratado. Uma delas, e na qual a série fracassa desgraçadamente, é em não romantizar ou embelezar um suicídio. Evitar a divulgação de cartas suicidas é outro ponto – e é desnecessário dizer que a série toda é uma enorme carta suicida, que embora ficcional, é ouvida pela voz da protagonista, a narradora póstuma da história.

  1.  Outro problema sério da história, especialmente para os sobreviventes (esse é o termo utilizado para os parentes e entes queridos de quem se suicida), é a ideia da culpabilização do suicídio. Grande parte da tensão da série gira em torno de quem é a “culpa” pelo suicídio de Hannah: ela, seus amigos, a escola (que é processada pelos pais da menina), a sociedade. Os especialistas entendem que a busca por culpados é dolorosa e improdutiva. O suicídio é, na sua imensa maioria das vezes, um ato complexo, desesperado e ambíguo, e achar que ele possa ter responsabilidade atribuível é equivaler sua narrativa à de um crime. Embora isso seja compreensível em uma peça de ficção, isso é muito deletério na discussão do tema no mundo real, onde ele de fato os suicídios acontecem.

  1. Dois fatos chamam a atenção ainda, como erros essenciais da produção. Um é não tocar a questão do adoecimento mental, uma vez que a maioria das pessoas que se suicidam apresentam transtornos mentais. O suicídio de Hannah é discutido – como sói frequentemente aos americanos, um povo obcecado pela pretensa liberdade de escolha – como uma “opção”, esquecendo que na grande maioria das vezes a pessoa está aprisionada por um cenário falseado de opções causado pelo seu estado mental. O outro fato é a impressão passada pela narrativa – em especial no último episódio – de que buscar por ajuda é inefetivo, quando isso pode ser a diferença, literalmente, entre a vida e a morte.

  1.  Ainda sobre pedir ajuda, a divulgação da série pretende vender a ideia de conscientização – contando, no Brasil, inclusive com o apoio do CVV. Durante todos os 13 episódios que assisti no Netflix, no entanto, não há qualquer sinal, indicação ou legenda que aponte a hotline do CVV no Brasil (141) ou o seu site (http://www.cvv.org.br) para pessoas que necessitem de apoio e estejam assistindo a história. Após o fim da trama há um extra, meio documentário, meio making of que fala sobre prevenção de suicídio, mas seria necessário, no mínimo, divulgar meios de socorro no início e no fim de cada episódio.

  1.  Nunca é demais lembrar que indagar uma pessoa sobre seu risco de suicídio não aumenta a chance dele acontecer e pode ser a atitude salvadora em diversos casos. Isso é particularmente importante para profissionais de saúde e de educação, que têm muito medo de fazer essa pergunta. Na maioria das vezes, para um potencial suicida, essa pode ser a oportunidade de compartilhar seu desespero e abrir a chance para uma ajuda efetiva.

  1. Concluindo, a premissa de “13 Reasons Why” é excelente: discutir a crueldade cotidiana dos jovens (que me parece ser a mesma crueldade dos humanos, embora em uma fase particularmente frágil da vida) e como ela pode nos afetar de forma devastadora, em alguns casos. No entanto, infelizmente, por negligência ou por pura arrogância, a série acaba fazendo provavelmente um desserviço maior do que sua beneficência. A oportunidade perdida de se discutir suicídio de uma forma cuidadosa se perdeu em meio ao hype, infelizmente.


Parágrafo adicional motivado por alguns comentários (considerem como a 14ª gravação, rs): 14. Gostaria de frisar que não defendo de maneira alguma a censura ou a proibição da série, e muito menos que se evite o debate das questões seríssimas do bullying, da violência de gênero e do estupro. A questão é de, sem querer ofender quem amou a série, refletirmos juntos se alguns cuidados poderiam ser tomados para evitar o prejuízo a pessoas fragilizadas. Elas são a minoria da população, mas o impacto já foi medido e mais de um estudo sobre o efeito Werther. A pergunta aqui é: será que o meu entretenimento vale a vida de alguém?

É preciso ficar atento e acompanhar nossos filhos e alunos.

segunda-feira, 17 de abril de 2017

DESAFIO DA BALEIA AZUL: JOGO SUICIDA ATRAI JOVENS NO BRASIL


Pelo menos todos os anos um novo "desafio" perigoso surge nas escolas e redes sociais de crianças e adolescentes e tira o sossego dos pais. Como 2017 não poderia ser diferente, um novo jogo suicida surgiu e já fez vítimas no Brasil e Europa.
Conhecido como 'Desafio da Baleia Azul' (ou "Blue Whale Challenge"), o "game" consiste em realizar uma série de 49 a 50 tarefas, antes de fazer alguma loucura para terminar com a própria vida. Os desafios incluem ouvir horas de música psicodélicas, passar um dia inteiro sem dormir assistindo a filmes de terror e até mesmo desenhar uma baleia azul na própria pele através de cortes, tudo isso com um objetivo: o suicídio.
O desafio mortal já levou ao suicídio de três meninas na Rússia, que conseguiram "completar o jogo". Quem demanda os desafios para as pessoas são outros jovens que lideram grupos específicos nas redes sociais. De acordo com a mídia internacional eles chegam a fazer ameaças a quem ousa desistir do jogo. Avisos como "nós iremos atrás de você e da sua família" marcam a atmosfera de medo e tristeza que dezenas de pessoas com depressão vivem ao submeter-se ao desafio. 

Desafio da baleia azul no Brasil


Já se registraram duas vítimas fatais no país: um rapaz de 19 anos morador de Pará de Minas (MG) e uma adolescente de 16 anos de Vila Rica, uma pequena cidade a 1.270 km de Cuiabá (MT).
Além disso, um adolescente de 16 anos, morador do Mary Dota, em Bauru, usou uma lâmina de apontador para cortar várias partes de seu rosto, logo após ter ameaçado o próprio pai com uma faca.
A briga foi o elo para a descoberta dos pais. O garoto contou à uma reportagem que estava na décima quarta "fase" do game, de um total de 50. Ele já havia, inclusive, se automutilado outras vezes e pretendia seguir até o último desafio, ou seja, dar fim à própria vida. "Eu estava disposto a me matar. É difícil lutar pela vida. O jogo é uma escolha mais fácil", disse.
Este, entretanto, não é um caso isolado na região. No de abril outro adolescente de 13 anos também tentou suicídio em Jaú (47 quilômetros de Bauru) aparentemente influenciado pelo "Baleia Azul". Ele precisou ser internado no hospital psiquiátrico Thereza Perlatti. Agora, a família luta para tirá-lo da depressão.

Suicídio e depressão no Brasil


Cerca de 5,8% da população brasileira sofre de depressão – um total de 11,5 milhões de casos registrados no país, segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS). O índice é o maior na América Latina e o segundo maior nas Américas, atrás apenas dos Estados Unidos, que registram 5,9% da população com o transtorno e um total de 17,4 milhões de casos.
Já falando sobre suicpidio, o Brasil é o oitavo país que mais comete. Entre 2000 e 2012, houve um aumento de 10,4% na quantidade de mortes – alta de 17,8% entre mulheres e 8,2% entre os homens.

Como prevenir o suicídio?

A psicóloga do Centro Terapêutico Multidisciplinar de São Vicente, Tereza Christina Gonçalves diz que as causas dos pensamentos suicidas podem ter início em várias patologias como depressão, esquizofrenia, questões sociais e até mesmo conflitos familiares. "Geralmente a pessoa dá indícios muito claros de que algo não vai bem. Tudo acontece por meias palavras, dizendo que não quer mais viver, que gostaria de fechar os olhos para sempre e que é um inútil para a sociedade", diz.
Segundo a ABP (Associação Brasileira de Psiquiatria), todos os anos são registrados cerca de dez mil suicídios no Brasil, e mais de um milhão em todo o mundo. Estima-se que até 2020 poderá ocorrer um aumento de 50% na ocorrência anual de suicídios em todo o mundo, ultrapassando o número de mortes decorrentes de homicídio e guerra combinados. 
Conheça também o Centro de Valorização da Vida (CVV), que realiza apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo voluntária e gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo por telefone, email, chat e Skype 24 horas todos os dias.
Telefone: 141
Site e contatos: http://www.cvv.org.br/

Fonte: Vila Mulher

quarta-feira, 29 de março de 2017

Família - Orientação Sexual é importante: diálogo aberto entre pais e filhos



Comunicar-se é fundamental nos dias de hoje.

Sensibilidade, empatia e assumir o papel de pais/responsáveis são atitudes essenciais para a construção de um diálogo positivo, aberto e democráticos com os filhos.

Nossa diretora Bel separou um artigo muito especial que fala de maneira bem lúdica sobre esse assunto. Originalmente o texto está publicado no site M de Mulher que discute comportamento e família.

10 dicas para falar de sexo com seu filho

Fazer isso com os filhos hoje é mais fácil do que se imagina.

Nunca deixe a criança sem resposta, fale a verdade e responda só ao que foi perguntado.

Vergonha de quê?

Responda às dúvidas de seu filho de forma natural.

Sábado à noite, a família toda reunida na sala, vendo TV, até que seu filho de 3 anos pergunta: “mãe, o que é camisinha?”. Silêncio total. Você não sabe o que dizer, seu marido logo se levanta do sofá e vai até a cozinha. E o pequeno ali, esperando a resposta. “Os pais precisam dizer a verdade sem se estender sobre o assunto. Nunca deixe a criança sem resposta, porque isso pode prejudicar seu desenvolvimento. Ela pode imaginar que o sexo é um bicho de sete cabeças”, recomenda a sexóloga Laura Müller. Por mais delicado que isso possa parecer, converse com seu filho. Só assim ele se tornará um adolescente seguro e um adulto bem-resolvido nas relações de amor e no sexo.

Confira 10 dicas e responda às dúvidas de seu filho com naturalidade:

1. Só o necessário

Quando a criança fizer a primeira pergunta (com 2, 3 anos), os pais devem responder só ao que foi perguntado. “Não precisa dar uma aula completa sobre o assunto”, diz Laura Muller.

2. Tempo certo

Não existe hora certa para começar a falar de sexo. “Quem define isso é sempre a criança, quando ela começa a fazer perguntas”, conta Laura.

3. Conselheiro ideal

É preciso perceber com quem seu filho se sente mais à vontade para falar de sexo. Ele mesmo vai eleger uma pessoa naturalmente, que pode ser a mãe, o pai, um tio ou até um primo mais velho. É importante se certificar de que é uma pessoa com responsabilidade para informar seu filho corretamente.

4. A primeira consulta

Procure um médico. A mãe se preocupa quando a menina está perto de ter a menstruação e a leva ao ginecologista. É bom para ver como está seu desenvolvimento e tirar dúvidas sobre iniciação sexual e doenças sexualmente transmissíveis. Mas é importante os pais ficarem atentos ao menino também. Por volta dos 11, 12 anos, ele tem sua primeira ejaculação espontânea. E fica nervoso, com dúvidas. Leve seu filho a um urologista para verificar se está tudo bem.

5. Individualidade

Fale sobre o corpo de seu filho com ele. “Oriente que o corpo dele é só dele. Ninguém pode tocá-lo por baixo da roupa. Essa é uma forma de evitar abusos com as crianças”, afirma a especialista.

6. Masturbação

Não fique horrorizada se ele perguntar sobre masturbação. “Quando ele é pré-adolescente, já começa a entender as sensações corporais. Mas, quando é mais novinho, tocar na parte genital é o mesmo que tocar no pé ou na orelha. Não tem caráter sexual”, afirma Laura. E se a criança estiver se tocando na sala, por exemplo? “Diga em tom de amizade que ela deve fazer isso quando estiver sozinha, em seu quarto, no banheiro, mas nunca na frente de todo mundo”, diz.Laura.

7. Conversa aberta

Não se cobre para ter respostas para tudo na ponta da língua. Às vezes, só de estar disposta ao diálogo já ajuda! Seu filho quer encontrar um ambiente em que se sinta acolhido e que possa tirar dúvidas sem se sentir “criminoso”.

8. Ato de amor

Fale de sexo mencionando sempre o amor. Deixe claro para seu filho que a escolha do parceiro – e o afeto por ele – são importantes para a felicidade.

9. De onde vem o bebê?

Muitas crianças perguntam isso, outras ficam mais caladas. Cada caso é um caso. Os pais é que devem tentar vários caminhos para informar os filhos sobre sexo. “Conversar é preciso, porque a iniciação sexual é um marco na vida de uma pessoa e é vital que ela saiba que pode contar com a cumplicidade dos pais”, diz Laura.

10. Homossexualismo

Colocar o dedo na ferida, muitas vezes, é fundamental. Ao perceber, por exemplo, que o filho (ou a filha) tem tendências homossexuais, muitos pais entram em pânico. “Os pais costumam ficar muito ansiosos com isso e a conversa é bastante delicada. Mas homossexualidade não é doença! É apenas sentir desejo erótico por outra pessoa do mesmo sexo. E cada família precisa respeitar o jeito de ser de cada pessoa”, orienta Laura.

segunda-feira, 27 de março de 2017

Cultura Geral - Dia do Circo



"Hoje tem marmelada?
Tem, sim senhô
Hoje tem goibada?
Tem, sim sinhô
O plahaço, o que é?
É ladrão de mulhé"

O palhaço o que é?
Carlos Garlhado

Olá pessoal :D

Quem já teve a emoção de ir ao circo sabe bem a alegria que é.

Separamos hoje um artigo escrito por Jussara Barros, pedagoga, publicado originalmente no endereço eletrônico do Brasil Escola que fala sobre a magia do Circo. Aliás, hoje, 27/03, é o Dia Nacional do Circo.

Vamos à leitura?

O dia do circo foi criado em homenagem ao palhaço Piolim, Abelardo Pinto, que comandou o circo Piolim por mais de trinta anos.
Seu pai havia sido dono de circo quando Abelardo ainda era pequeno, local onde aprendeu a tocar violino, a fazer contorcionismos e acrobacias.
A data foi instituída em razão de seu nascimento, no ano de 1897, em Ribeirão Preto, no estado de São Paulo.
Abelardo chegou a fazer espetáculos beneficentes, junto com um grupo de artistas espanhóis, que lhe deram o apelido de Piolim, que significa barbante, devido às pernas compridas e também por sua magreza.
Piolim era engajado com os movimentos artísticos e culturais, sempre preocupado em divulgar a arte como forma de expressão cultural.
Foi homenageado pelos intelectuais da semana de arte moderna (Tarsila do Amaral, Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Anita Malfati, e outros) em 1922, como o maior artista popular brasileiro.
Em dois de agosto de 1931 recebeu uma homenagem de Mário de Andrade, através de uma crônica que demonstrava seu encantamento com a arte do circo de Piolim.
Um dos maiores sonhos desse palhaço era montar uma escola circense, para manter as tradições artísticas e culturais do circo, mas morreu antes de concretizá-lo, aos 76 anos de idade, no ano de 1973.
Por Jussara de Barros
Graduada em Pedagogia

Comportamento - As amizades influenciam?



Olá pessoal :D

Todo mundo tem aqueles que gostamos chamar de amigos.

Há os amigos de verão, os amigos quem vem e os amigos que vão.

Será que estas amizades nos influenciam?

O artigo de hoje é indicado pela nossa querida diretora Bel. É um artigo da psicóloga Juliana Ferrari (mestranda em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humanos pela USP).

Vamos à leitura?

A aderência a grupos e as relações de amizade proporcionam a inserção dos seres humanos nas regras e normas da convivência social, além de ser importante para a autonomia e o fortalecimento da identidade.

Os grupos de amizade são as principais agências socializadoras dos indivíduos.

A experiência da amizade e sua importância são definidas de acordo com cada contexto histórico específico, que inclui os aspectos sociais, mas também da família, da religião, da política e da cultura de cada determinada época.

Alguns autores afirmam que as relações de amizade têm passado por mudanças significativas na atualidade: a troca de experiências e os momentos de convivência e diversão, que no passado estavam centrados nos momentos de convivência familiar, agora se encontram voltados para as relações sociais, em especial entre pares. Pares são pessoas que compartilham algum tipo de característica, como a idade, o sexo ou a escolaridade.

Podemos dizer então que historicamente vem sendo atribuída maior importância às relações extra familiares, nos grupos de pares. Esses grupos acabam por se tornar as principais agências socializadoras dos indivíduos, já que é a partir da inscrição em grupos que esses sujeitos podem compartilhar suas experiências. É também a partir desse processo que são aprendidas normas e regras da vida em sociedade, por isso, o grupo de amigos é considerado por alguns autores como sendo a principal fonte de referência comportamental de muitas crianças e adolescentes.

A relação com os amigos em algumas fases do desenvolvimento pode ser descrita como a principal mediação entre os indivíduos e o mundo: é a partir das representações compartilhadas que são construídos os significantes de cada experiência cotidiana.

Pesquisas ao redor do mundo têm buscado explicar a importância da amizade em situações extremas como: problemas familiares (separação, divórcio, falecimento de um parente), doenças físicas e momentos de sofrimento psíquico. Segundo alguns autores, as relações de amizade funcionariam como válvula de escape. Para outros, elas seriam objeto importante de investimento de energia libidinal, tornando-se prioridade em algumas fases do desenvolvimento, que são caracterizadas justamente por essa preferência por relações para além do ambiente familiar, no caso os amigos da escola, do trabalho e de outros tantos grupos, uma vez que os sujeitos se colocam em busca de certa autonomia em relação a seus pais, buscando encontrar seu lugar no mundo.

A inserção nesses diversos grupos de amigos proporciona uma ampliação no universo social de crianças e adolescentes, uma vez que favorece experiências diante de novas formas de ver o mundo, a partir da relação com interações sociais e afetivas diferentes daquelas estabelecidas com a família. Segundo algumas pesquisas, o tempo que as crianças e adolescentes passam rodeadas de amigos é três vezes maior que o dos adultos.

A sociedade contemporânea vivencia ainda novas formas de relacionamento social, como as amizades vivenciadas a partir de redes sociais e outras tecnologias de comunicação. Investigações acerca da estruturação e funcionamento dessas redes mostram que elas dependem, em muito, da manutenção de “laços fracos”: colegas, amigos aleatórios, conhecidos, contatos, uma vez que esses tipos de laços favorecem a aderência a diversos grupos diferentes. Essas pesquisas mostram a importância, por exemplo, dos “amigos em comum” que multiplicam o número de “amigos” de uma pessoa em escalas quase que ilimitadas. Algumas pesquisas em neurologia apontam inclusive para uma adaptação cerebral a esse tipo de relação. Segundo esses estudos, o cérebro humano estaria sendo preparado para lidar da mesma forma com amizades presenciais e virtuais.

Outros estudos apontam para as diferenças entre esses relacionamentos. Em suas conclusões, pesquisadores indicam a insuficiência afetiva dessas relações, tonando os contatos artificiais e com pouca intimidade.

Por mais divergente que sejam as opiniões, não podemos descartar o potencial de influência das relações humanas. Independentemente da forma como se dá a relação, ela acaba sendo determinante para a inserção do indivíduo numa forma específica de ver, sentir, conhecer e compartilhar o mundo, e essa dimensão é fundamental para a constituição do ser humano.


Juliana Spinelli Ferrari
Colaboradora Brasil Escola
Graduada em psicologia pela UNESP - Universidade Estadual Paulista
Curso de psicoterapia breve pela FUNDEB - Fundação para o Desenvolvimento de Bauru
Mestranda em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela USP - Universidade de São Paulo

Texto original disponível em
Brasil Escola

quarta-feira, 22 de março de 2017

Cultura Geral - 21/03 - Dia Internacional da Síndrome de Down



Olá pessoal, tudo bem?

Vocês sabem sobre a Síndrome de Down?

Sabiam que existe um dia específico em que, internacionalmente, há uma data para a celebração?

O “21/03” foi inteligentemente escolhido porque a Síndrome de Down é uma alteração genética no cromossomo “21”, que deve ser formado por um par, mas no caso das pessoas com a síndrome, aparece com “3” exemplares (trissomia).

Essa ideia surgiu na Down Syndrome International, pelo geneticista da Universidade de Genebra, Stylianos E. Antonorakis, e foi referendada pela Organização das Nações Unidas em seu calendário oficial, sendo comemorado pelos 193 países da ONU.

Quer saber mais, clique aqui.

Até a próxima interação.

Um forte abraço.

sexta-feira, 17 de março de 2017

St. Patrick's Day - March, 17th



Olá pessoal, tudo bem?

Uma onda verde tomou conta do nosso Colégio na manhã de hoje.

Como parte das celebrações culturais que envolvem a disciplina de língua inglesa, nossos alunos conheceram um pouco sobre as comemorações do St. Patrick's Day, um feriado irlandês que é comemorado em diversas partes do mundo.

Você sabe quem foi Patrício?

Patrick nasceu em terras britânicas, filho de uma família nobre, no final do século 4. Aos 16 anos ele foi sequestrado por piratas irlandeses e levado para a Irlanda, onde foi feito refém por seis anos. Solitário e com medo ele se dedicou à religião e tornou-se um devoto cristão.

Se você quiser conhecer mais detalhes e algumas curiosidades sobre este feriado, clique aqui.

Em nosso colégio não faltou criatividade: roupas verdes, cabelos pintados, acessórios e muita, muita alegria foi a palavra de ordem para o dia de hoje.

Parabéns a toda nossa equipe de professores, coordenação/direção e equipe de apoio e, principalmente, aos alunos que se envolveram de forma intensa e alegra com a proposta de atividade sugerida pelo professor da disciplina de língua inglesa, Prof. Wander Henrique.

Quer saber como foi? Veja nosso álbum de fotos:






































Fiquem a vontade para comentar nossas publicações.

Um forte abraço.
Xoxo